segunda-feira, 7 de março de 2011

Apresentação

Primeiro de tudo: seja bem vindo. É com imenso prazer que finalmente apresento a idéia de maneira formal ao público, após quatro meses discutindo idéias que levariam a este momento. Meu nome é Heitor V. Serpa, um dos três Steamagers responsáveis pela construção deste mundo de fantasia e vapor, e cabe a mim a responsabilidade de situar você leitor no contexto da nossa idéia.

Posso dizer que tudo começou sem pretensões, e assim continua, colocando o entretenimento em primeiro lugar. Como uma vez ouvi de Rita Maria de Félix, grande amiga e mentora: é necessário, antes de qualquer coisa, que o escritor se divirta com aquilo que faz. Pois bem, a vontade de escrever Steampunk surgiu num momento de dificuldade, onde este fator diversão acabou sendo ignorado. Há muito para se falar a partir daqui, então eu acredito que, para tornar o texto mais dinâmico, é necessário separar cada assunto por tópico. Vamos lá:

1)      Quem somos nós:

Simples, somos amigos de longa data, cada qual com o seu vínculo com a literatura. Somos fãs uns dos outros, o que traz ainda mais força a idéia de se fazer algo em conjunto. Explicando melhor: eu comecei a ter contato com o meio ao escrever fanfiction numa comunidade de Orkut chamada “Contos de Resident Evil”. O que me fez migrar para a literatura fantástica (e assim desenvolver algo próprio) foi a leitura de uma história em especial, de nome “O Livro do Caos”. Diz-se que foi um dos primeiros livros a serem postados na íntegra em um fórum da rede social em questão, chegando a ter uma seqüência não-terminada. O autor era Douglas S.T Reverie, também um artista de mão cheia, dentre nós o mais envolvido com o movimento do punk a vapor. Em seguida eu coloquei na roda o conto “Sting: o anjo da morte”, que posteriormente seria publicado numa antologia e serviria de base para um romance também não-terminado. Aqui entra em cena Enrico P. Ignacio, nosso leitor assíduo, que por muito tempo adiou nossa desistência destes projetos individuais.

O momento de dificuldade citado anteriormente foi justamente o ponto da desistência... Apesar de nos cobrarmos mutuamente, cada qual um adorador do universo do outro, chegou um momento aonde nos vimos frustrados, incapazes de levar adiante nossas torrentes de idéias. Eu por exemplo iniciei, ao longo de dois anos, mais de dez versões diferentes para o romance, sem sair dos primeiros capítulos... Foi justamente o Enrico quem nos chamou para elaborar o Steamage, ele mesmo se revelando um escritor de mão cheia. Ele quem dá o impulso de quase todas as nossas discussões até agora.

2)      O que é Steamage?

Um trocadilho com as palavras mage (mago) e age (era). Reunimos o conceito de Steampunk – a ficção científica do século XIX escrita no século XXI, segundo Bruno Accioly e o Conselho Steampunk com a fantasia que tanto amamos, criando a centelha de um universo em constante desenvolvimento que mescla as duas coisas.

Nossa, super original não é?

Ironias a parte, nós NÃO alimentamos a ilusão de sermos inovadores do meio, mesmo porque isso é impossível nos dias atuais. Mas não significa que estamos trabalhando com o plágio; o que existem são conceitos (ou tropos), estando a originalidade na maneira que cada autor os desenvolve. Em Steamage, por exemplo, a Era do Vapor se inicia com a chegada de uma cidade voadora sobre as minas de Kresta, cujos habitantes são seres pequeninos e de pele dura como a rocha.


3)   Quais as suas referências?

      Nada mais natural do que se fazer esta pergunta após o discurso acima. Eu quero fazer uma postagem em especial para o tópico, mas por enquanto devo dizer que é a cultura steamer em si que nos inspira. Claro, nenhum de nós é um fã hardcore do gênero (talvez o Douglas seja...), ao ponto de saber tudo, de cor e salteado, que aconteceu de H.G Wells pra cá. Quando falo em cultura, me refiro ao que as mídias nos trazem: dos videogames ao cinema, da música à literatura. Na arte de Leonardo da Vinci (esse puto não era Renascentista?!), nas obras de Júlio Verne e nos jogos da Square. Em Abney Park, Reinos de Ferro, Baronato de Shoah, teorias de energia alternada e éter luminoso.

                 
4)      O Steamage é um cenário de RPG?

De início, nossa intenção era a de apenas fazer um exercício de idéias no momento em que todos os outros falhavam, gerando como fruto um lugar para nossas histórias. Mal comparando, seria como as stables dos programas de luta livre, feitas para cada lutador se desenvolver individualmente com o destaque do grupo. Começamos a sonhar alto com esta possibilidade após a divulgação que o projeto recebeu no blog Cidade Phantástica e no Twitter, afinal todos aqui são fãs do jogo de interpretação de personagens.

Respondendo melhor a pergunta: daremos foco no cenário por enquanto, desenvolvendo-o com nossos contos. Quanto às raças, classes, talentos e outras coisas típicas do RPG de mesa, ficam para um futuro distante. Ou não...


5)      Como se desenvolverá o projeto?

Ficar no plano das idéias, infelizmente, não levará o Steamage adiante. Por isso, traçamos um esquema para apresentar aos poucos o que desejamos publicar, de modo a tornar nosso trabalho o menos pesado possível e ainda assim trazer um fluxo constante de novidades. Não trataremos de fórmulas complexas, pois estamos, literalmente, começando de baixo.

Primeiro, os contos. Lembro de algo dito por J.M Trevisan, um dos criadores do cenário de RPG Tormenta, em um fórum do Orkut: um rapaz apresentou muita informação acerca de seu universo fantástico, dizendo priorizar o seu desenvolvimento para situar uma base para o romance que planejava. Então Trevisan afirmou que, para ele, até agora o sujeito não havia feito nada. A discussão foi muito além disso, mas o que realmente importa é a lição extraída deste conceito. O cenário se desenvolve com a escrita, e não o contrário.

É com base nisso que, extraindo a produção de nossas conversas virtuais, cada um trabalha numa história individual, a serem postadas aqui quando terminadas. Desta forma, o clima distópico de Steamage será explorado em seu auge, levantando dúvidas através da curiosidade.

Para sanar estas dúvidas, vem o segundo passo. Pretendemos elaborar um ou mais textos contando os detalhes do cenário de cada conto, enfocando lugares, raças, personagens e linhas cronológicas. Após plantarmos os alicerces, este seria o acabamento que daria corpo a cada uma das estruturas. Vamos manter o ritmo com esta seqüência simples, um dois um dois, até o momento de executarmos a terceira manobra, ainda uma possibilidade distante: seriam as regras e números de RPG explicitados na última pergunta. Eles viriam logo depois do detalhamento, sendo os dois conciliados numa só coisa de maneira gradual.



Lembramos que tudo que mostrarmos aqui será de caráter provisório (incluindo o título), passível de mudança a qualquer momento. Não esperamos ser o novo sucesso do verão, mas ficaremos muito felizes se ao menos conseguirmos entreter os leitores tanto quanto nos divertimos ao produzir cada linha. As apresentações ficam por aqui; a partir de agora, o que vem é conteúdo do cenário.

Obrigado, e seja bem vindo a Steamage!!!


9 comentários:

  1. Daora!
    Não vejo a hora de lançar esse cenario para RPG de mesa logo *_*

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  2. Opa, reforço meus votos de sucesso para o projeto, seja no formato de RPG ou não:

    http://cidadephantastica.blogspot.com/2011/03/novidades-sobre-um-cenario-steampunk.html

    Abraço!

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  3. Grande Romeu, sua divulgação só nos deixa mais e mais motivados a continuar. Mais uma vez, muito obrigado... E pode torcer sim, em breve começaremos a postar conteúdo.

    Abraços!

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  4. Heitor,
    Parabéns pelo projeto que tem todas as possibilidades de dar certo. Siga em frente, amigo, sempre acreditei em teu potencial e fico contente de vê-lo se realizando.
    E muita obrigada por me citar.
    Beijos
    Rita

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  5. Rapaz desejo toda a sorte do mundo pro projeto de vocês!!! Curti demais, mal posso esperar pra ler algo saído de vossas mentes geniais *-*

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  6. Elogio vocês pela iniciativa e desejo sucesso para o projeto =D

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  7. Acabei de descobrir esse blog através do Vinícius do Empress. Me identifiquei TANTO com você, Heitor, quando falou que escreveu várias versões da sua ideia e não consegui seguir. Eu estou nessa fase, em que não passo dos primeiros capítulos. Mas sei que tudo é questão de tempo e um dia vai sair! Enfim, adorei a proposta do blog e vou seguir. Ainda não li mais nada além desse post, mas vou arrumar um tempinho entre meus dois blogs, dois livros pra ler e faculdade para ler porque confesso que adorei isso aqui :D

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